Preço elevado comprova força do mercado passado; não garante que a próxima compra será lucrativa.
O litoral norte catarinense vive um ciclo de grande visibilidade. Segundo notícia do CRECI-SC baseada em dados de inteligência de mercado, Balneário Camboriú, Itapema, Itajaí e Porto Belo somaram R$ 13,47 bilhões em VGV e mais de nove mil imóveis comercializados em 2025.
O Índice FipeZAP também coloca cidades catarinenses entre os maiores preços anunciados por metro quadrado do país. Esses números reforçam a atratividade regional, mas não devem ser transformados em promessa automática de valorização.
O próprio FipeZAP acompanha preços de anúncios de apartamentos prontos. Ele não representa necessariamente o preço efetivo de fechamento, o desconto negociado, o custo de mobiliário, os impostos ou o prazo para vender.
Dentro da mesma cidade, dois imóveis podem apresentar comportamentos completamente distintos. Vista, rua, padrão do condomínio, custo mensal, idade, posição solar e concorrência de lançamentos influenciam a demanda.
Mercados aquecidos também atraem produtos semelhantes e compradores movidos pelo medo de ficar de fora. Esse ambiente favorece decisões rápidas, projeções otimistas e contratos assumidos sem análise proporcional ao capital comprometido.
A alta do mercado é um sinal de oportunidade, mas também de aumento do custo do erro. Quando o metro quadrado está entre os mais caros do Brasil, uma diferença pequena de metragem, prazo ou liquidez representa valor expressivo.
Investir em Santa Catarina pode ser uma excelente decisão. A autoridade dos números regionais, porém, precisa ser combinada com a realidade jurídica e econômica da unidade específica.
Referências essenciais
• CRECI-SC — Mercado do litoral norte em 2025
• FipeZAP — Informe de julho de 2026
• Fipe — Metodologia do índice
Lucas Rafael Sampaio é advogado especializado em Direito Imobiliário.
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